Exercício 4 da disciplina metodologia – Nilmar

Baseando-se na leitura efetuada em sala de aula cada grupo de trabalho deverá buscar um texto (pequeno artigo relativo ao assunto de interesse escolhido na justificativa) e elaborar uma apreciação crítica do mesmo sobre as idéias do(s) autor (es).

Obs: O artigo a ser buscado em periódicos, internet ou livros deverá ser individual, ainda quando a tarefa solicitada seja realizada coletivamente. Este artigo deverá ser lido e sintetizado considerando: autor/es, as idéias principais, os objetivos e a questão norteadora/problema do texto e hipóteses (se tiver). A apreciação crítica deve ser escrita já fundamentando sua opinião com outro texto (se for preciso) e explicitando suas constatações empíricas sobre o assunto.

O texto escolhido para esse trabalho se encontra em: Novas Tecnologias – educação e sociedade na era da informação. Editora Autêntica. Dentro dessa coletânea escolhi o texto de Mozart Linhares da Silva (Doutor em História pela PUCRS). O que me atraiu nesse texto, além de sua proximidade com meu interesse nessa especialização, foi à vinculação do autor com a História.

Tenho a idéia de discutir o uso das TICs em sala de aula o ensino de Historia. A constatação empírica é a de que, nas escolas de João Pessoa, o uso das TICs é meramente acessório, reforçando a educação bancaria. Nesse texto o autor lança pistas sobre isso ao discutir o impacto dessas novas tecnologias na educação. No trabalho anterior escolhi um texto mais especifico sobre esse meu interesse. Nesse outro trabalho a discussão seria sobre o impacto das TICs na educação, a necessidade da mudança pedagógica do professor diante desse impacto e a grande possibilidade que a História (disciplina) oferece para o uso dessas novas tecnologias.

Sendo assim, ao escolher esse texto, mantenho o foco exposto no trabalho sobre a justificativa do tema escolhido e busco mais subsídios para a essa discussão que tanto me interessa.

O texto que escolhi foi: A urgência do tempo: novas tecnologias e educação contemporânea. O autor divide em duas partes sendo a primeira uma discussão sobre a perplexidade do educador diante desse mundo dominado pelas TICs, a outra parte onde ele expõe a discussão sobre as TICs e a educação (propriamente dita).

Na primeira parte intitulada “Na curva do tempo: a educação moderna e seu paradoxo”, para explicitar a idéia de perplexidade do educador, da falta de rumo e entendimento do que acontece com a educação hoje, usa o artifício de comparar o educador com Colombo. Usa isso no sentido de que esse explorador viveu em um mundo de mudanças, foi parte importante chegando a América (e isso revolucionou a época), no entanto, não percebeu as mudanças (ou não se interessou). Esse homem, diante do novo, mas, imbuído de uma cultura, não vê esse novo, pelo contrário (de certa forma), o ignora. A maioria dos educadores hoje em dia vive algo bem parecido. Uma parte percebe o contexto mudar mais fica perdido sobre como agir, outra parte também percebe, mas ignora e outra não só percebe, mas busca entender e se apossar desse contexto.

Na segunda parte intitulada “A Educação e o “instantâneo tecnológico””, começa com as modificações que as novas tecnologias para o cotidiano das pessoas. Incorpora a idéia do surgimento de um “novo ser”. Observa que a educação não incorpora esse “instantâneo tecnológico”, sendo esse o problema dominante na educação atual. Esse novo “ser” não se vê na escola tradicional. A escola deve incorporar essa nova linguagem como (uma das) uma solução para seus problemas atuais. Também discute que a introdução das TICs deve ser feita dentro de um novo paradigma.

A questão central do texto seria a de que a escola, diante das transformações provocadas pelas TICs, deve incorporar essas mudanças. A não fazer isso, não percebendo que essas novas tecnologias estão, cada vez mais, moldando um novo “ser”, um novo sensorium, a escola fica, cada vez mais, anacrônica. Para alguns a questão não seria a escola incorporar essas novas tecnologias, bastaria mudar a concepção de ensino-aprendizagem, bastaria tornar o ensino (usando os mesmos esquemas atuais, digamos, as “tecnologias”) mais significativo. No entanto, o estudante (pelo menos uma parcela significativa deles) está em contato constante com essas novas tecnologias. Esse contato motiva uma linguagem especifica e até mesmo um tipo especifico de escrita (aquela utilizada nos msm da vida). Essa percepção de um mundo mais dinâmico, mais rápido, não é absorvida pela escola. Mesmo o uso dos materiais tradicionais com uma metodologia, digamos mais significativa, não é tão atraente para o aluno. Para o autor esse é o desafio: incorporar essa nova “linguagem” dentro de outro paradigma. Essa incorporação deve buscar o foco no aluno, para que ele possa construir o conhecimento mediado pela TICs e pelo professor. Seria, digamos, uma concepção de ensino-aprendizagem construtivista.

Penso que inserir as TICs no processo de ensino-aprendizagem hoje em dia é fundamental. No meu dia-a-dia o uso da TV ou mesmo do projetor em sala de aula já traz resultados, pelo menos uma maior atenção do aluno. Utilizo esses meios dentro de uma perspectiva bancária (por uma série de motivos). Nessa concepção de ensino-aprendizagem as TICs se tornam fundamentais, motivando o aluno, fixando sua atenção. Sei que outra metodologia poderia suprir, caso falte recursos para o uso das TICs, o processo de ensino-aprendizagem. A minha perspectiva de uso das TICs não é essa e sim a observado nesse texto. Considero que a educação está em um momento crítico, existem novas necessidades socioeconômicas e a escola precisa acompanhar esse processo. Mas esse acompanhamento precisa ser diferente e critico, pois a tecnologia não é neutra e a escola também não.

~ por especializacao em Setembro 4, 2008.

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